quinta-feira, 31 de março de 2011

O IMPOSSÍVEL TRANSFORMADO EM POSSÍVEL...

Demais esta postagem no blog da Natação do Clube Paineiras do Morumby.

O que difere o Possível do Impossível também pode ser encarado com a perspectiva que se esta observando o que quer conseguir. No passado a visão era que era impossível ao homem voar. A perspectiva de Santos Dumont era diferente, e la foi ele com o 14 Bis mudando fazendo o Impossível se tornar Possível.
Imaginavam também alguns cientistas que o homem nunca conseguiria correr os 100 Metros rasos em menos de 10 segundos, afinal o corpo humano nao suportaria tal esforço e não estava desenvolvido para isto. Jim Hines, em 1968, contradisse todos estes marcando 9.95. Poderia citar aqui vários e vários exemplos. Porém vamos a algo mais prático. Como disse tudo é uma questão de ponto de vista. Olhe o vídeo abaixo, antes de dar o Play pense se é possível uma pequena bolinha deslizar para na rampa, sendo colocada na extremidade. Agora aperte o Play.


video

você pode dizer, pois foi um truque, ilusão de ótica. Bem, prefiro analisar como uma mudança de perspectiva, mudança de ponto de vista. Se você se acha incapaz de ser atleta da Seleção Brasileira, ganhar um Paulista, quebrar um Recorde... bem te aconselho duas coisas - 1o Muda seu ponto de vista! 2o Treine duro para transformar o Impossível em Possível!

DA TEORIA À PRÁTICA...


Na postagem de ontem, respondi a um e-mail, de alguém que infelizmente não quis se identificar, sobre se as duas mãos fariam tração ao mesmo tempo no nado crawl. Respondi que em todos os momentos haveria tração na água, falei até da Lei da Inércia.
Depois do primeiro e-mail, trocamos mais dois, onde falei que em algum momento as duas mãos estariam fazendo tração ao mesmo tempo. Pois bem, fiquei curioso com minha própria resposta e fui ver como seria esta braçada na água.
Num primeiro momento, não consegui que as duas mãos, alternadamente, pois estamos falando do nado crawl, fizessem tração ao mesmo tempo; porém depois de alguns metros consegui que em um mínimo momento as duas mãos estivessem tracionando, mas nas seguintes condições:
1 - O braço que está terminando a fase aérea deve entrar na água e iniciar direto a tração.
2 - O braço que está finalizando a braçada deve ser o mais alongado possível.
3 - O ritmo de nado não pode ser muito lento.
Nestas condições consegui nadar tracionando com as duas mãos ao mesmo tempo. Depois da experiência, cheguei às seguintes conclusões:
1 - É possível nadar dessa forma;
2 - A intensidade do nado gira em torno de uma série de A2;
3 - A sensação é de que se está nadando mais rápido, mas não sei se é real ou não, pois achei que o Prof. Felipe Silva que trabalha e nada comigo se distanciou mais do que de costume. Então não sei se o nado se tornou menos eficiente, ou eu estava prestando atenção para não errar e o nado acabou ficando mais fraco;
4 - Poderia ser usada (a técnica) para provas curtas. Para provas longas não vejo como, pois a braçada fica muito curta.
5 - Diminui muito a rotação do corpo para o nado. Fato que notei mais forte no nado costas.
Pois bem, concluindo: É possível, porém não sei se é eficiente. Prefiro o jeito mais alongado de nadar.
Até mais.
Prof. Rogerio Mixirica Nocentini

quarta-feira, 30 de março de 2011

CONSULTA...


Oi.

Leio seu blog e gosto bastante.

Tenho uma dúvida:

Qual é o momento ideal da mão da frente começar a fazer força em relação a de trás? Ela tem que começar antes da trás terminar o empurrão e sair da água?

Atualmente qual a melhor maneira de sair com o braço da água?

Obrigado

Minha resposta:

Esta é uma pergunta que tem muitas respostas. Já vimos estilos em que se alongava ao máximo antes de se iniciar a puxada e, atualmente vemos atletas que iniciam a puxada assim que a mão entra na água. Tudo depende da qualidade do nadaro e da prova que ele nada.
Os estilos mais alongados, geralmente são usados para as provas mais longas, enquanto o estilo com puxada logo na entrada da mão, usados para provas de velocidade - mas não é uma regra.
Os estilos devem ser adaptados ao nadador e à sua forma de nadar, vale o que o atleta se sente melhor e nada mais rápido.
Quanto à questão do momento em fazer força, o importante é que em todo momento haja uma força empurrando água para trás. Não se pode deixar um segundo sequer sem tração na água, pois isto diminui demais a velocidade do atleta. Para os que gostam de física, lembrem-se da Lei da Inércia de Newton. Se não há força para a frente e o corpo está sendo barrado pela resistência da água, a velocidade diminuirá, pois a força da resistência vencerá a força de impulsão.
Até mais.
Prof. Rogerio Nocentini

terça-feira, 29 de março de 2011

CONSULTA...


Boa tarde,Professor Rogério,

Meu nome é Carla Maymone,já fui atleta de natação e hoje sou formada em educação física,e trabalho com natação de bêbe a adulto e esse ano fui convidada a ser técnica de natação da equipe de natação do clube naútico capibaribe,as equipes de mirim,petiz e infantil...e venho pedir umas dicas:tenho dois atletas,um do petiz 2 e um do infantil 1,que no nado de costas eu não consigo que eles subam as pernas e olham muito para o lado e tenho outro que nadando crawl não tem perna forte...queria pedir exercícios e dicas que me ajudem...
Parabéns pelo seu trabalho,muito interessante e importante...

obrigado,Carla Maymone.

Minha resposta:
Olá Carla, parabéns pelo convite e boa sorte na nova função.
No caso do costas este problema tem duas causa mais prováveis:
1 - cabeça muito alta (olhando para os pés) - o que ocasiona o afundamento do quadril e uma péssima posição do nado e;
2 - Um batimento de pernas muito fraco.
Posso apostar que seja uma combinação dos dois. Para resolver: muitos educativos com posição de nado, como por exemplo:
a - nadar costas começando com o queixo junto ao peito e à medida que for nadando vai abaixando a cabeça até chegar na posição correta - isto faz com que o nadador sinta a diferença na posição dos nados e perceba que tem que corrigir a posição.
b - fazer o educativo do copinho: colocar um copinho plástico com um de do de água na testa e fazer educativos e nado tentando aumentar a velocidade do nado sem derrubar o copo da testa. Na minha opinião é um dos melhores educativos para acertar a posição do nado.
Para a correção das pernas no nado crawl, o negócio é fazer séries de perna, com e sem pé-de-pato. Na minha opinião, toda a série de perna deve ser forte e a maioria delas deve ser feita sem nadadeiras.
Espero que tenha ajudado de alguma forma.
Abraços

Se tiver alguma dúvida, basta escrever para rogerionocentini@gmail.com

MATERIAIS NÃO CONVENCIONAIS...COPINHO PLÁSTICO


Gosto muito deste educativo para o nado de costas, pois acredito ser a melhor forma para acertar a posição da cabeça no nado de costas.

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sexta-feira, 25 de março de 2011

O PRAZER DE ESTAR NA ÁGUA...


Falamos sobre natação competitiva, sobre aulas, alunos e professores, mas porque? Porque nadar causa extremo prazer !
O contato com a água, os sons, a temperatura, a sensação de leveza e tudo o mais que envolve o contato com a água nos dá uma alegria imensa. Sentimos muito isto conversando com as pessoas que não sabem nadar, todas elas dizem com grande emoção que adorariam aprender.
E é aí que nós entramos, esta é nossa missão. Não podemos nos esquecer que mais do que lindas e eficientes braçadas, mais velocidade ou mais resistência, no fundo no fundo, o que os alunos buscam é toda esta sensação de felicidade que a água pode proporcionar, portanto ser professor de natação é mais do que simplesmente ensinar a nadar, é proporcionar alegria e bem-estar às pessoas. Pense nisso no planejamento da sua próxima aula.
Até mais.

quinta-feira, 24 de março de 2011

SULAMERICANO JUVENIL 2011...




O blog não é voltado para a competição, apesar de ser minha maior paixão, mas como o blog é meu, dou-me o direito de compartilhar uma grande felicidade que tive hoje.
Está sendo disputado o Campeonato Sulamericano de Natação Juvenil, em Lima-PERU e uma atleta que nada comigo este ano, Bruna Primati e uma que nadou até o ano passado, Bianca Avella, se sagraram Campeãs Sulamericanas de Natação. Bruna ganhou a medalha de ouro na prova dos 400 medley com o tempo de 5'06'' e Bianca levou o primeiro lugar na prova dos 200 livres com o tempo de 2'08'' (em piscina longa).
Parabéns às duas nadadoras e obrigado a todos os que me ajudaram e ajudam a chegar neste resultado.
Até mais.

EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA...



Recebo muitas perguntas sobre Educação Física Adaptada, mas não tenho respostas, pois não é minha área de atuação. Costumo encaminhar as dúvidas que recebo para pessoas que conheço e são profissionais destacados nesta área.
Hoje, tive muita sorte em ver que um dos seguidores deste blog, Prof Sérgio Castro, do Rio de Janeiro, mantém um blog sobre este tema.
Para os interessados, o link está abaixo, visitem:

http://educaofsicaadaptadaeeducaoespecial.blogspot.com/

MATERIAIS NÃO CONVENCIONAIS...BOLINHA DE TÊNIS


Acredito que todos os materiais que colocarei nesta sequência de postagens, muitos professores já utilizaram mas, de qualquer forma, sempre é bom dar uma refrescada na memória.
Nos treinamentos, às vezes uso bolinhas de tênis para melhorar a técnica de nado das minhas crianças. As bolinhas servem para melhorar a posição, como no caso do nado de peito, ou diminuir a sensibilidade das mãos nos 4 nados. serve também para incrementar força à braçada.
Educativo 1 - Utilizar a bolinha de tênis em baixo do queixo e nadar peito. Quando você prende a bolinha com o queixo (entre o queixo e o peito), a posição da cabeça fica na posição correta para o nado. Pode ser utilizada como nado completo ou educativos, o que importa é a posição da cabeça. O único cuidado, é que como a bolinha é um pouco áspera, pode deixar uma pequena marca vermelha no pescoço e alguns pais podem reclamar, mas nada de mais.
Educativo 2 - Podemos utilizar as bolinhas de tênis para diminuir a sensibilidade e a pegada na água dos 4 nados, basta nadar segurando uma bolinha em cada mão. Tem a mesma função de nadar com as mãos fechadas, mas com a vantagem de ser algo diferente do convencional e dificultando "roubar" no educativo. A função real do educativo não é quando se está segurando a bola, mas quando se retira o material. O aluno/atleta terá a sensação de peso da braçada e perceberá a diferença entre uma mão firme e um nado com a mão mole.
Educativo 3 - Crawl de pólo com bolinha - Levar a bolinha como se estivesse nadando pólo aquático. Para a técnica de nado não é muito boa, mas para a força de braçada é bem legal e a criança ou adulto fará isso num tom de brincadeira, sem percebe o real cansaço do exercício.
São apenas 3 exemplos, mas que nem de longe são os únicos. Se alguém quiser compartilhar educativos ou formas diferentes de utilização deste mateiral, é só escrever para rogerionocentini@gmail.com que eu publico aqui no blog.
Até mais.

quarta-feira, 23 de março de 2011

MATERIAIS, USÁ-LOS OU NÃO USÁ-LOS, EIS A QUESTÃO...


Muita gente tem dúvidas sobre a utilização dos materiais encontrados no mercado para a prática da natação, como usá-los, quando usá-los e se devemos usá-los.
Há uma infinidade de materiais no mercado para serem utilizados e um número maior ainda que podemos criar, então qual a medida do uso dos materiais?
Acredito que uma gama grande de materiais diferentes, proporciona ao professor a chance de construir uma aula mais motivante e com um grande grau de variação, por isso acho importante a utilização de equipamentos diferenciados nas aulas e treinamentos.
O problema é quando, como e quanto utilizá-los?
Cada material tem um uso específico, portanto "quando" utilizá-los depende do objetivo do professor - melhoria técnica, aumento de força ou velocidade, etc.
A quantidade (quanto) de utilização deve ser moderada. Já diz o velho ditado - "tudo o que é demais enjoa ou prejudica". Este cuidado deve ser ampliado quando falamos de nadadeiras ou palmares.
Temos que ter em mente que a utilização dos materiais, como dito anteriormente, é bem específica e com objetivos definidos, portanto (como), deve ter começo, meio e fim.
Nas próximas postagens vou falar mais de materiais específicos, convencionais ou não e aí enunciarei as vantagens e desvantagens de cada um.
Até mais.

segunda-feira, 21 de março de 2011

TEREMOS PROFESSORES DE NATAÇÃO NO FUTURO?...


A pergunta parece sem propósito ou até exagerada, mas tenho conversado com muitos professores e técnicos da minha geração e TODOS estão encontrando dificuldades em achar bons estagiários e bons professores, ou pelo menos estagiários e professores interessados.
Conversando ontem com uma ex-técnica minha, ela disse uma frase que ficou martelando a minha cabeça -"Hoje as pessoas que fazem educação física querem ser personal e não professor."
Não encontramos mais gente preocupada em ensinar, em formar, encontramos pessoas preocupadas em ganhar. Claro que isto também faz parte do negócio e é importante, mas não é a única coisa.
Não sejamos levianos achando que este é o único problema, afinal o que se paga hoje para um professor, principalmente nas academias, é coisa de dar dó. Então entramos num ciclo vicioso: valor da aula baixo - professores desmotivados - professores ruins - aulas de baixa qualidade - valor da aula baixo - ...
E as faculdades? Milhares por todo o Brasil com uma formação péssima para os futuros profissionais, condições de ensino ruins e pouca ou nenhuma exigência para a formação e inclusão no mercado de trabalho.
Mais um componente para o nosso ciclo: má formação - baixos salários - professores ruins - aulas ruins - baixos salários.
Será que o CREF não vê isso? Para onde vai todo o dinheiro pago ao CREF pelas anuidades? Talvez para as agendas que alguns receberam, pelo menos em São Paulo (eu não recebi a minha...), mas cadê a cobrança pela formação? cadê a exigência por um valor justo pela aula? onde está a "briga" prometida pela valorização da profissão? (eu estava num curso quando fomos comunicados da criação do CREF, o que mudou depois disso?).
Sei que muitos são os fatores e não tenho a solução ou o caminho para melhorar tudo isso, mas acho que é hora de se começar uma discussão sobre o assunto, um ponto de partida para se colocar a Educação Física no patamar que alguns estudiosos dizem que estamos ou estaremos no futuro - o de uma das profissões mais importantes do mundo!

sábado, 19 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

RESISTÊNCIA...NOSSA MAIOR INIMIGA

A resistência é uma das maiores inimigas do nadador. Por isso insistimos tanto em posição de nado, em firmeza do corpo, altura de cabeça, etc. Veja este vídeo de uma experiência com um ciclista no túnel de vento. Reparem no comportamento do vento em torno do corpo do ciclista, dependendo da posição do corpo, o vento atua de uma forma causando mais ou menos resistência, influindo diretamente na velocidade e no desgaste do atleta.
Milhões de dólares são investidos em túneis de vento para aprimorar posições de atletas e desenvolvimento de carros, motos, aviões.
Para os nadadores tenho duas notícias, uma boa e outra ruim. A ruim é que a água causa muito mais resistência que o ar e para cada vez que dobramos nossa velocidade, a resistência da água aumenta em 4 vezes - daí a importância da posição de nado. A boa notícia é que não precisamos investir muito dinheiro, basta tempo e atenção, para que a nossa posição na água fique assim:

Até mais.

segunda-feira, 14 de março de 2011

VI ENCONTRO DE TÉCNICOS DE NATAÇÃO... PALESTRA PROF. MARCELO TOMAZINI


Foi a primeira vez que assisti a uma palestra do Prof. Tomazini e foi uma grata surpresa. Já havia conversado muito com ele, mas assisti encantado à sua apresentação no Encontro.
Nadador muito competente, Tomaza vêm construindo uma carreira muito sólida e de muita competência como técnico também.
Na sua apresentação, Prof. Tomazini falou sobre o seu trabalho à frente da categoria Juvenil do Esporte Clube Pinheiros e deixou a todos contentes quando definiu a categoria como "categoria de base", fato esquecido por muitos treinadores do Brasil.
Versou sobre a importância da qualidade do nado, da técnica e da correção de estilos. Disse que não adianta atropelar fases e que um atleta só deve executar exercícios e técnicas mais difíceis se já tiver dominado as fases anteriores.
Nos mostrou alguns exercícios fora da água que o Pinheiros utiliza para a categoria Juvenil e em que bases são montados os seus planejamentos. Falou também de como sua categoria é encarada pelo Pinheiros e o que se espera dela.
Como nadador que foi e técnico que é, à frente de uma categoria chave num dos mais importantes clubes do Brasil, sobretudo na natação, Prof. Tomazini é uma das vozes que sempre deverm ser ouvidas por todos os profissionais da natação.
Parabésn Tomaza!
Atá mais.

PLANEJAMENTO. É REALMENTE NECESSÁRIO?...




Em alguns cursos que dei e mesmo em conversa com amigos, algumas pessoas me perguntam o que, na minha opinião, é mais importante nas aulas de natação?
PLANEJAR!
Parece algo tão óbvio, mas na maioria das vezes não fazemos o óbvio, ou por achar que é tão básico que não é necessário, ou porque nos achamos "demais" e não precisamos disto. O fato é que o planejamento é o primeiro passo para se ter qualidade nas aulas de natação.
Com o planejamento sei o que dei, que estilos trabalhei, que corretivos apliquei e em que intensidade foi minha aula, para que possa montar aulas estimulantes, diferentes e, principal e mais importante, aulas que façam com que meus alunos melhorem.
Um dos maiores desafios de um professor nos dias de hoje é manter os seus alunos motivados. As pessoas tem tantas atividades para escolher, algumas delas muito mais interessantes e atrativas que a natação, que precisam colocar no papel a sua aula antes de aplicá-la, precisam fazer com que seus alunos gostem de fazer sua aula, gostem e sintam necessidade de vir à piscina para ver e fazer o que você planejou para elas.
Planejar é, acima de tudo, se preocupar com seus alunos. E eles percebem isto!
Esquematizar as suas aulas não requer planilhas mirabolantes, apresentações em power point, fogos de artifício, noites sem dormir, etc. Uma folha de papel e um lápis já são suficientes.
Na minha opinião, um planejamento simples deve conter:
1 -Qual a filosofia do local onde trabalho? recreativa, competitiva? - minhas aulas devem estar de acordo com a filosofia do local onde trabalho. Não precisa estar no planejamento, mas deve ser levada em conta na construção da sua aula.
2 - Objetivos do mês - aonde estou e aonde quero chegar com esta turma em 1 mês.
3 - Objetivos da semana - o que vou trabalhar, mais do que as outras coisas de sempre esta semana? braço, perna, intensidade, volume, estilos, correção, etc...
4 - Materiais - para os objetivos que tenho, quais os materiais que vou utilizar e quando?
5 - Educativos / Corretivos - quais vou utilizar para cada estilo trabalhado, quando, com qual objetivo e em qual progressão?
6 - Intensidade - qual a intensidade que vou utilizar em cada dia da semana?
7 - Exercícios - quais, quantos e em que estilos?
A partir daí, é só ver o que é mais importante para você e adicionar ao seu planejamento.
Faça este exercício, (caso você não tenha já o costume de planejar sua aula) faça o planejamento de 1 mês de aula e vá colocando numa folha de papel ou numa planilha de computador as coisas que você acha importante. Depois disso, SIGA o seu planejamento. Tenho certeza que sua aula ficará mais motivante, mais alegre, mais diversificada e com uma qualidade infinitamente superior.
Até mais.

quinta-feira, 10 de março de 2011

ESTAMOS COM TUDO...

Não pude incorporar o vídeo ao blog, mas achei este desenho da Discovery Kids muito bonitinho, vala a pena ver. Acesse o link abaixo.
http://www.youtube.com/watch?v=sMmQlyshFic

ENCONTRO NACIONAL DE TÉCNICOS DE NATAÇÃO...PALESTRA PROF. MIRCO CEVALES


A primeira palestra do VI Encontro de Técnicos de Natação, foi com o Prof. Mirco Cevales, um dos melhores técnicos/professores do Brasil, atualmente no Grêmio Náutico União - Porto Alegre/RS.
Sua palestra contemplou tanto os treinamentos de alto nível no momento em que ele nos mostrou um planejamento de 13 semanas vitorioso, quanto as categorias menores e aprendizado, quando nos contou sua história na natação e dividiu conosco alguns pensamentos e crenças suas.
Desta segunda parte, posso destacar algumas frases de sua apresentação:

- Quanto mais velho se fica, maior tem de ser o grau
de empenho nos treinos.
- Atleta sem técnica só evolui até certo ponto, depois....
- Quanto mais cansado se está, mais corretamente e forte tem que se nadar.
- Nem sempre para se evoluir ao longo dos anos é necessário se treinar mais forte e sim, dividir as intensidades mais corretamente.
- Iniciar a temporada sem utilizar materiais.
- Todo e qualquer tipo de material requer uma adaptação por parte dos nadadores, e somos nós treinadores que temos que oportunizar este aprendizado.
- Muitos trabalhos em seco, podem ajudar a compreensão dos movimentos aquáticos.
- A natação é chata temos que torná-la mais agradável.

Ouvir e ter a oportunidade de conversar com o Prof. Mirco, sempre é uma experiência muito enriquecedora, tanto pelos ensinamentos quanto pela forma de encarar a natação. Mirco é um destes caras que realmente podemos chamar de Professor, sempre disposto a compartilhar seus ensinamentos e, principalmente paciente para ouvir nossas dúvidas.
Esta palestra foi um privilégio para quem teve a oportunidade de estar presente.
O Encontro de Técnicos de Natação ocorre anualmente, uma grande oportunidade para os profissionais da área. Porque você não se prepara para o ano que vem?
Para acessar o site do encontro, clique aqui.

NOVA REVISTA NO MERCADO...


No VI Encontro Nacional dos Técnicos de Natação, tivemos a apresentação da mais nova, e talvez única, revista de natação que está sendo lançada no Brasil - a Swim Channel.
Tive a oportunidade de ler alguns artigos e folhear a revista e gostei da qualidade tanto na impressão, quanto nos artigos e reportagens.
Uma revista que pretende ocupar um grande vácuo nas publicações brasileiras, já que não temos publicações destinadas ao público que ama natação. Como slogan, a Swim Channel utilkiza - uma revista para nadadores feita por nadadores.
Para assinar e conhecer um pouco mais a revista, clique aqui.

quarta-feira, 2 de março de 2011

VIRADA DE CRAWL ... MICHAEL KLIM

Há muito tempo tem se falado no nado submerso e, competição após competição vemos como ele realmente é poderosos. Reparem neste vídeo de uma virada de crawl de Michael Klim.
A entrada forte na parede é seguida por um impulso muito vigoroso. Reparem que ele não vira o corpo para baixo para começar as ondulações, ele já começa com o corpo na posição de decúbito ventral (barriga para cima). A própria água e o movimento fazem com que ele se posicione da maneira correta para continuar o nado.
Vejam também quantas braçadas os outros nadadores dão antes que o Klim comece a nadar. Mesmo com mais braçadas, Michael Klim ainda sai na frente.
Claro que ele não conseguiu esta virada da primeira vez que tentou, foram dias e dias de treinamento para chegar a esta performance, mas como digo aos meus atletas e alunos - precisamos começar um dia...